5 coisas que você não sabe sobre o Lawrence Ikeda

No dia do biólogo, conheça algumas curiosidades sobre o nosso professor

Por Victória Netto - 03/09/2019 em Notícias / Geral

O dia do biólogo é celebrado em 03 de setembro, e nada melhor do que lembrar essa data homenageando o biólogo e apresentador do Biopesca, Lawrence Ikeda. Pensando nisso, separamos cinco curiosidades que você provavelmente não sabe sobre o professor! Se liga no que vem aí:


1 - Lawrence sempre teve curiosidade sobre a vida aquática


“O que o peixe pensa quando eu tiro ele da água?”, essa era a pergunta que Lawrence fazia aos familiares quando tinha cerca de três anos. Nessa época, o pequeno Law pescava e soltava peixes em um lago ornamental na casa do avô, e foi nesse período que se encantou com o mundo subaquático.

“Eu sempre fui apaixonado pelo mar, por tudo que era relacionado a ele, e eu sempre tive muita curiosidade em saber como era a vida embaixo d’água”, conta o biólogo. Esse interesse acompanharia o Lawrence na juventude, que viria a passar todo o tempo livre pescando e mergulhando.


2 - Graduou-se na primeira turma de Biologia Marinha do Brasil

Pois é, o biopescador foi aluno da primeira turma do primeiro curso de Biologia Marinha do Brasil, que foi criado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2002! Mas até que esse curso surgisse, ele passou por outras duas faculdades: medicina, na qual ficou por três anos, e engenharia agronômica, que cursou por dois anos.

E foi na Biologia Marinha que Lawrence se realizou profissionalmente. “Prestei vestibular, passei e aí me encontrei lá. Nessa época eu já escrevia para uma revista de pesca, fui pegando gosto pela profissão, e eu sempre sonhei em levar esse conhecimento científico para a pesca”, compartilha. 

A preocupação com a ciência já era latente durante sua fase de estudante. Na faculdade, Lawrence viria a fazer pesquisa sobre gerenciamento pesqueiro, área que estuda o quanto e como se pode explorar a água para a produção aquícola.


3 - É apoiador do Projeto Robalo e do FishEye

Já como apresentador do Biopesca, anos mais tarde, Lawrence seguiria levantando a bandeira do conhecimento científico. 

Não é à toa que o pescador apoia duas iniciativas vinculadas à pesca esportiva. No Projeto Robalo, criado com o objetivo de estudar o deslocamento dessa espécie e entender como acontece a migração desses peixes, Lawrence é um colaborador e atua como divulgador.

O apresentador também apoia o Projeto Ciência Cidadã, que consiste no desenvolvimento de um aplicativo de celular chamado FishEye, por meio do qual será gerado um banco de dados sobre a pesca amadora no Brasil.

“As pessoas começaram a perceber que, além de ser uma necessidade, é um novo nicho de pesquisa e que faltam muito mais publicações no Brasil sobre o tema, e contribuir com esses projetos é algo que também me realiza profissionalmente”, destaca.


4 - A espécie favorita é...

Como um legítimo apaixonado pela vida aquática, o biopescador acha difícil definir uma única espécie favorita. “Toda espécie que já pesquei ou vou pescar tem algo de interessante, desde um lambari até um grande marlin”, adianta Lawrence. 

Mas cá entre nós, já que precisava destacar pelo menos uma espécie, o apresentador indicou duas que sempre o desafiam nas pescarias: o robalo e o tucunaré. E não é para menos, né? Esses exemplares sempre rendem excelentes brigas!


5 - O que Lawrence mais aprendeu sendo biólogo

Segundo o pescador, o que a biologia mais lhe ensinou na vida foi o respeito. “Não só a respeitar o meio ambiente, mas a respeitar o próximo, entender as diferenças culturais e sociais, que elas existem e que a gente não pode mudá-las”, aponta. 

A partir da biologia, Lawrence passou a compreender que com uma atitude, pode-se impactar o todo. “É um respeito por vários atores socioambientais que estão interligados”, resume. “A biologia me fez entender que não somos únicos, tirou um pouco desse pensamento egocêntrico do ser humano, sabe? Nós não somos o centro, fazemos parte de um sistema, de um ecossistema”.

Assim, como biólogo, Lawrence não encontrou apenas uma vocação e a realização profissional, mas também a possibilidade de passar informações, educar e proliferar o respeito que aprendeu no exercício da profissão.

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