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Novo presidente da ANEPE: "Seguiremos firme para ter um segmento unido"

Em entrevista à Fish TV, o presidente da entidade, Antônio de Araujo, falou sobre projetos e ações da nova diretoria

Por FishTV - 13/06/2016 em Notícias / Geral

O novo presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (ANEPE), Antônio Carlos Ferreira de Araujo, ressaltou a missão, os projetos e as ações da nova diretoria, que tomou posse em maio para mandato de três anos. Atualmente, a entidade conta com 200 associados, entre pescadores esportivos e empresas do segmento. Além disso, há o apoio de colaboradores. Confira abaixo trechos da entrevista: 

Antônio de Araujo é o novo presidente da Anepe


Qual é sua relação com o segmento da pesca esportiva? 
Sou e sempre fui um pescador esportivo apaixonado. Por isso, e por acreditar que peixe vivo vale mais que morto, acabei compondo o grupo de pessoas que decidiu efetivar a ANEPE como a entidade representativa dos pescadores esportivos e da respectiva cadeia econômica.  

No mandato anterior, você exerceu o cargo de 2º secretário na diretoria da ANEPE. O que irá mudar em seu trabalho pela entidade agora assumindo como presidente? 
A responsabilidade aumenta e o fato de suceder alguém tão ativo e produtivo como o Helcio Honda assusta, mas também estimula. Helcio elevou a ANEPE e a pesca esportiva a uma condição nunca vista no país. Ela é reconhecida nacionalmente e por todas autoridades. Meu dever é dar sequência a isso. 

Quais são os principais projetos em seu mandato para o desenvolvimento do setor no Brasil?  
O foco será investir no pescador esportivo. Investindo nele, o setor econômico como um todo e o poder público irão se amoldar também, procurando cada vez mais atendê-lo. Temos em vista projetos de captação de mais associados, ações globais e outras iniciativas como pesca esportiva na piracema e unidades de conservação. 

De que forma a ANEPE irá trabalhar para estimular os negócios da indústria da pesca esportiva? 
Irá trabalhar difundindo a pesca esportiva, os benefícios, a inteligência, a sustentabilidade, a tradição, a capacidade de geração de renda e ganho social. Lutando, assim, pela criação de melhores condições e mais locais para exercício da atividade no país.

Qual é o papel da ANEPE na preservação ambiental? Quais são as ações previstas para os próximos anos em prol desse tema? 
É papel da ANEPE difundir a pesca esportiva como ferramenta para geração de renda, ganho social, desenvolvimento de mercado e, tudo isso, com sustentabilidade ambiental.  A maior ação neste tema será o desenvolvimento do selo "Peixe Bom é Peixe Vivo", que irá certificar as empresas e produtos que promovam a pesca esportiva. Além disso, haverá outras iniciativas como a criação de marcos regulatórios eficientes. 

Como a entidade pretende promover o turismo de pesca esportiva no Brasil? 
A Semana Nacional de Aquicultura e Pesca Esportiva realizada em Serra da Mesa, em Goiás e também em Presidente Epitácio, em São Paulo, está sendo estudada para outros locais. Ações como pleitear a criação de pesqueiros exclusivos em áreas de conservação estão sendo estudadas. Isso tudo atrai pescadores e fomenta o turismo. 

Antônio de Araujo, novo presidente, junto à Helcio Honda, ex-presidente


Como a entidade pretende colaborar para uma maior integração do segmento como um todo? 
O segmento, por ser relativamente novo, ainda precisa de uma correta e estratégica união de forças. Sempre foi papel da ANEPE, e continua sendo, criar o conceito de "mercado de pesca esportiva", pois a voz coletiva é ouvida. A entidade seguirá firme no propósito de criar um segmento forte e unido, em que as disputas sejam superadas pelos empresários, ficando a concorrência restrita apenas à ponta, ou seja, no ponto de venda, no melhor produto, no melhor preço e outros. 

Como a entidade pretende buscar o apoio governamental após a extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)? 
Com o MPA trabalhamos com muita dedicação em formular pleitos inteligentes, visitas regulares, levar ao conhecimento das autoridades como é a atividade, os benefícios para o país, seus gargalos e outros assuntos. Agora, estamos planejando uma maior aproximação com o Ministério do Turismo, do Meio Ambiente e do Esporte para conseguir um estímulo institucional e financeiro para a atividade. Um dos objetivos é divulgar a pesca esportiva brasileira no exterior.

Uma das dúvidas dos pescadores esportivos é: qual o destino do investimento dos valores arrecadados com as emissões das licenças da pesca amadora no Brasil. Qual é a posição da Anepe sobre esse assunto? 
Até mesmo em razão da extinção do Ministério da Pesca, a vinculação dessa receita a determinada fonte de custeio para mim ainda é uma dúvida. Entendo que, em breve, passada a euforia e incertezas políticas atuais, a situação será definida de forma melhor. Eu entendo que a receita deva ser revertida integralmente para benefício da atividade e compreendo que seria mais inteligente se as licenças fossem locais e regionais, não apenas no âmbito federal. 

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