Pele de tilápia: uma inovação na saúde

Método brasileiro usa pele de tilápia para tratar queimaduras

Por FishTV - 20/06/2017 em Notícias / Aquicultura

Uma pesquisa feita por um grupo de 70 profissionais da área da saúde vem transformando vidas por onde passa. O uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras continua na 3ª fase - que iniciou em abril de 2017 - com pesquisas intensas e já atendeu 100 pessoas no Brasil. O trabalho é uma parceria entre o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC, o Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) e o Instituto Dr. José Frota (IJF).

Tornar-se pioneiro em um projeto que proporciona mais qualidade de vida a outras pessoas, inclui profissionais capacitados e com ideias dinâmicas que faz toda a diferença. A pesquisa com o uso de pele de animais é a primeira no Brasil e a primeira de animais aquáticos no mundo. O trabalho é realizado somente no Ceará, com a equipe idealizadora do projeto, à qual já recebeu prêmios pela pesquisa. O projeto é conduzido pelo cirurgião plástico Edmar Maciel, que prevê inovar no tratamento de queimaduras.

De acordo com o médico, no Brasil, há somente três bancos de pele com capacidade para 1% de atendimentos. "Estamos buscando novas técnicas de tratamento para as pessoas. A partir dos primeiros resultados dos testes ficamos satisfeitos, pois há uma melhora visível nas queimaduras", afirma Edmar Maciel, coordenador da pesquisa. O médico diz que a escolha da tilápia para o tratamento é porque ela apresenta grande quantidade de colágeno tipo I, resistência à tração e boa umidade, semelhantes à pele humana. "Dividimos os pacientes em dois grupos: queimaduras de 2º grau leve e de 2º grau profundo. A diferença entre os dois grupos é o tempo que os pacientes usam a pele do peixe. O primeiro grupo usa a pele de nove a 11 dias, o segundo é entre 17 e 19 dias e necessita da troca da pele durante o processo, por causa da umidade", continua ele. Os pacientes que iniciam o tratamento são monitorados durante um ano para conferir se não ocorrem mudanças no processo. 

Para divulgar a terceira e última fase da pesquisa e a inauguração do primeiro Banco de Pele Animal do Brasil, a equipe organizou um evento que ocorre no dia 13 de julho, às 9h no NPDC - UFC Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará.
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