Pele de tilápia brasileira vai para Líbano

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará se mobilizaram para ajudar as vítimas da explosão de Beirute

Por Laís Vanessa - 16/08/2020 em Notícias / Aquicultura - atualizado em 28/08/2020 as 11:22

Uma ajuda importante para as vítimas da explosão de Beirute, no Líbano, vem do Brasil. O estudo inédito sobre o uso de pele de tilápia no tratamento de queimaduras, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará mostraram a eficácia do uso em lesões da pele de 2° e 3° graus, agindo como uma espécie de curativo biológico no processo de cicatrização. 

 

Diante disso, o Estado brasileiro se propôs a ajudar as vítimas do Líbano, enviando uma certa quantidade de pele, que ainda não foi definida. “Existe todo um processo de tratamento da pele que precisa ser feito antes de ser utilizada. Nós acreditamos que vai trazer benefícios para muitas pessoas, em especial em Beirute. É uma tecnologia brasileira utilizando um peixe de cultivo. Apoiamos essa ação, porque é uma maneira de ajudarmos nossos irmãos libaneses”, conta Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR)

 

Para quem não sabe, a pele de tilápia acelera o processo de cicatrização. O material diminui os procedimentos de troca de curativo, o que gera menos dor e desconforto ao paciente. De acordo com dados da Universidade, outro benefício é que a pele tem maior quantidade de colágeno dos tipos 1 e 3, proteína importante para a cicatrização, além de evitar contaminação bacteriana e perda de líquidos por secreção inflamatória. Além de tudo isso, é um incentivo à aquicultura, pois é uma espécie de cultivo. A explosão aconteceu na área portuária de Beirute, dia 4 de agosto, e deixou mais de seis mil feridos, além de vítimas fatais.

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