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Baleias desenvolvem estratégia para evitar ataque de gaivotas

Técnica que evita os ataque oferece desvantagens

Por FishTV - 10/12/2014 em Notícias / Meio Ambiente

As baleias franca desenvolveram uma técnica curiosa, para evitar as ferozes bicadas das gaivotas da Península Valdés, na Patagônia argentina. A respiração obliqua, evita as picadas das aves, porém fazem com que os cetáceos gastem mais energia.

Quando as baleias sobem para a superfície, as gaivotas arrancam pedaços de pele e gordura dos cetáceos. Um comportamento adquirido pelos seus ancestrais, que nada tem haver com a alimentação das aves. As feridas provocam úlceras circulares e podem facilitar a entrada de agentes infecciosos.

Os ataques são registrados desde a década de 70, entre julho e dezembro, quando as baleias franca viajam para a Antártida.(Imagem: Ana Fazio/Terra)


"Além disso, sem pele, elas podem perder a temperatura do corpo. O maior problema são os filhotes, que têm a pele muito mais frágil, e as feridas os tornam mais vulneráveis.", comenta Ana Fazio, pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) e principal autora do estudo.

Porém esses gigantes marinhos estão começando a mudar a forma como respiram. Para respirar as baleias precisam levantar a cabeça e parte do corpo para fora da água. "Agora elas levantam a cabeça até o espiráculo (ofirício usado para respiração na altura do que seria a nuca) e, em seguida, voltam a entrar na água. Inspiram em um ângulo de 45° e submergem novamente. Fazem isso de forma rápida, explosiva, mantendo o corpo dentro da água, evitando as gaivotas." explica a pesquisadora. 

Feridas provocam úlceras circulares e podem facilitar a entrada de agentes infecciosos. (Imagem: Ana Fazio/Terra)


Mas a estratégia tem desvantagens. Mantendo o corpo embaixo d`água, os cetáceos gastam mais energia. Apesar da desvantagem, a estratégia parece estar dando certo. Conforme a população de aves não diminui, as baleias franca vão continuar dependendo da criatividade para evitar as dolorosas picadas.


Fonte: Terra/BBC Brasil 
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