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Piscicultura: tilápia muda a matriz de produção da piscicultura

Pacu, tambaqui e pintado ganham a companhia da espécie exótica no ranking de produção dos piscicultores brasileiros

Por FishTV - 16/12/2015 em Notícias / Aquicultura


Os piscicultores estão modificando a matriz de produção, até agora formada por espécies nativas e adaptada (pacu, tambaqui e pintado), ao incluir a tilápia na atividade. Apesar do manejo recente e da característica de tanque escavado, a espécie já é responsável por uma produção de mil toneladas anuais. A afirmação é do engenheiro agrônomo Maurício Cury, responsável pelo atendimento de assistência técnica do Ater da Piscicultura - Assistência Técnica e Extensão Rural da Piscicultura.

Há um ano o profissional atende um grupo de 24 produtores com propriedades na região de Dourado, no Mato Grosso do Sul.  Cury afirma que já é possível identificar uma mudança expressiva no manejo, com a introdução da nova espécie. "Os pequenos produtores trabalhavam com cerca de seis espécies de peixes nativos, mas a demanda pela tilápia ofereceu uma possibilidade de aumentar a rentabilidade, já que fica pronta para consumo em um tempo bem menor". Segundo Cury, enquanto o pescado tradicional demora até 15 meses para atingir tamanho e peso ideal, a tilápia está pronta a partir de sete meses.



A tilápia é nativa da África, mas foi introduzida em várias localidades da América do Norte e do Sul. No país, já se popularizou em todas as regiões, e é muito apreciada pelo sabor leve e maciez da carne. "É o peixe mais consumido no Brasil. O mundo inteiro aprecia o sabor da tilápia", afirma o instrutor, contextualizando as possibilidades de mercado para o produto.  

Atualmente, este pescado já é responsável por 43,1% da produção nacional, conforme dados divulgados pela pesquisa de pecuária animal do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em Mato Grosso do Sul, o acumulado é de 5,67 mil toneladas/ano, colocando o Estado na 16ª posição do ranking nacional, porém, empatado com os estados do Piauí, Sergipe e Pará.

Fonte: Portal Meio Rural

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