A piscicultura brasileira entrou em um novo patamar! Isso porque, em 2025, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de um milhão de toneladas de peixes de cultivo, atingindo 1.011.540t. Um crescimento de 4,41% em relação a 2024.
O dado, divulgado no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026, consolida o Brasil como uma das maiores potências aquícolas do mundo e reforça, ainda mais, o papel estratégico do setor no nosso país. O avanço é resultado do ganho de produtividade, profissionalização da cadeia e, principalmente, da expansão da tilapicultura.
Mas a evolução da piscicultura brasileira não é pontual. Em 2015, o Brasil produzia 638 mil toneladas de peixes de cultivo. Dez anos depois, o volume chegou a mais de um milhão, um salto expressivo de 58,6% na década, evidenciando a expansão consistente do setor no país.
Tilápia representa quase 70% da produção nacional

Foto: Germano Roberto Schüür / Wikimedia Commons
Dentro desse volume, a tilápia foi, novamente, o grande motor da atividade, puxando o desempenho nacional para cima. A tilapicultura brasileira registrou 707.495 toneladas em 2025, crescimento de 6,83% sobre o ano anterior.
O número é o maior da década e representa praticamente 70% de todo o peixe de cultivo produzido no país.
Para se ter uma dimensão do avanço, em 2015 Brasil produzia 285 mil toneladas de tilápia. Agora, em 2025, o volume mais do que dobrou, evidenciando o protagonismo da espécie na transformação da aquicultura nacional.
Enquanto a tilápia mantém trajetória de expansão, outros segmentos enfrentam cenário diferente. Em 2025, a produção de peixes nativos somou 257.070 toneladas, volume 0,63% abaixo do apresentado no ano anterior. Essa situação é consequência de alguns fatores limitantes, como o mercado mais restrito, por exemplo, segundo aponta o relatório.
Paraná lidera a produção aquícola no Brasil

Foto: Fish TV.
Segundo o relatório, o Paraná manteve a liderança nacional tanto na produção geral de peixes de cultivo quanto na tilapicultura.
Em 2025, o estado produziu 273.100 toneladas, um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O volume representa, ainda, 27% de toda a produção brasileira.
Além do estado paranaense, outros estados se destacam no ranking nacional da tilapicultura: São Paulo aparece na segunda posição com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Na sequência, Minas Gerais, com 77.500 toneladas produzidas, seguido por Santa Catarina, com 63.400 toneladas e Maranhão, que produziu 59.600 toneladas ao longo do ano, fechando a lista dos cinco primeiros do ranking.
O Maranhão, inclusive, foi o estado com maior índice de crescimento entre os dez principais produtores, avançando 9,36% e ganhando uma posição no ranking nacional.
Além disso, a região sul é a que mais cresce na piscicultura, ganhando um destaque absoluto em 2025. A produção regional alcançou 360.800 toneladas, crescimento de 8,08% sobre 2024, o maior índice entre todas as regiões do país. O Sul, ainda, demonstrou a maior capacidade de expansão no período.
A segunda posição regional ficou com o Sudeste, que somou 195.620 toneladas, crescimento de 3,29% na comparação anual.
Um novo patamar para a aquicultura brasileira

Foto: M.Hossein / Wikimedia Commons
Ultrapassar 1 milhão de toneladas não é apenas um número simbólico. O resultado mostra a dimensão que a piscicultura brasileira alcançou nos últimos anos e o ritmo consistente de produção que o setor vem mantendo.
Com a tilápia liderando quase 70% da produção nacional, estados estruturados ampliando participação e regiões inteiras registrando crescimento acima da média, o setor entra em uma nova fase: mais competitiva, tecnológica e estratégica.
Com isso, a tendência é que o Brasil consolide ainda mais sua posição entre os principais produtores de peixes de cultivo do mundo nos próximos anos.
para comentar