Sobrepesca e os diferentes efeitos negativos

Meio ambiente e economia são prejudicados pela prática

Por Alison Mota - 06/10/2020 em Notícias / Meio Ambiente - atualizado em 08/10/2020 as 16:43

Já é sabido que o planeta não consegue repor seus recursos naturais na mesma velocidade em que extraímos dele o que precisamos, algo frequentemente lembrado quando o assunto é pesca, já que é possível perceber em diversas regiões como não se encontram peixes na mesma quantidade que em outras épocas. Na Fish TV, sempre defendemos o pesque e solte como prática que mantém o prazer da pescaria de maneira consciente, mantendo as espécies onde devem estar: na água.

Recentemente, o biólogo Thomaz Liparelli fez um sério alerta sobre o assunto pesqueiro, destacando os males que existem na sobrepesca, prática feita no modelo extrativista. Para além dos efeitos negativos já citados no meio ambiente, Liparelli destaca que a sobrepesca gera um custo econômico significativo, havendo possibilidade de afetar todo o desempenho da atividade pesqueira de uma determinada região. Com a extração excessiva e rápida dos peixes, as capturas excedem o rendimento econômico máximo, tornando a prática economicamente inviável.

O biólogo segue seu argumento citando que o limite da sobrepesca é definido como o ponto em que o esforço de pesca excede o lucro total da pescaria, que é quando a quantidade de peixes capturados não paga os custos operacionais de captura, transporte e armazenamento.

O texto de Liparelli também aponta que a ocorrência de sobrepesca econômica fica evidente quando recursos da pesca não estão sendo usados de forma eficiente, pois o manejo está sendo feito de maneira ineficaz, se existir. “Se os recursos pesqueiros fossem manejados de forma sustentável, a produção total poderia aumentar em 10 milhões de toneladas métricas, ou seja, uma receita bruta adicional de US$ 16 milhões por ano. Nos EUA, a recuperação dos estoques sobreexplotados e a prevenção da sobrepesca em outras áreas poderiam gerar uma receita adicional de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões. Portanto, o manejo sustentável da pesca marinha nas 200 milhas de zona econômica exclusiva dos EUA (sua maior fonte de pesca) poderia praticamente dobrar suas receitas”, destaca o biólogo no seu artigo.

Com estas informações, podemos perceber o quanta impacta a pesca extrativista, derrubando, inclusive, o argumento econômico, destacando a sobrepesca como pivô de perdas financeiras. Se você quiser acessar o artigo completo, clique aqui.

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