“Hey, let's go fishing!” (“E aí, bora pescar!”).
Pois é, essa frase foi dita quase 1 BILHÃO de vezes pelos norte-americanos no ano passado!
Isso é o que aponta o recém-lançado Relatório Especial de Pesca 2026, referente ao ano de 2025, divulgado pela American Sportfishing Association (ASA).
O dado que mais impressiona no novo levantamento é o volume estratosférico de atividade: no último ano, os americanos realizaram quase 1 bilhão de saídas para pescar, mais especificamente, 918 milhões de pescarias registradas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior.
Esse número é impulsionado por 57 milhões de pescadores ativos (a partir dos 6 anos de idade), o que representa, incrivelmente, 18% de toda a população do país.
Na prática, isso significa que cada praticante foi para a água, em média, 16 vezes durante o ano!
O engajamento é ainda maior quando se olha para o entorno do esporte: estima-se que 74 milhões de americanos consumam conteúdos relacionados à pesca, transformando competições como o Bassmaster em febres de audiência com milhões de espectadores.
Um impacto econômico que passa por cima de gigantes
Foto: Jpellgen / Flickr.
Tanta gente na água se traduz em uma movimentação financeira que faz inveja a gigantes globais do entretenimento e da tecnologia.
Anualmente, a pesca esportiva gira incríveis US$ 230,5 bilhões e sustenta mais de 1 milhão de empregos diretos. Apenas o varejo de equipamentos e insumos responde por US$ 51,2 bilhões.
Para se ter uma dimensão desse império outdoor, a pesca esportiva americana movimenta mais dinheiro do que o valor de mercado de toda a The Walt Disney Company (avaliada em cerca de US$ 224 bilhões) e supera a receita global de vendas de iPhones da Apple em 2024 (US$ 201 bilhões).
O esporte também gira QUATRO vezes mais dinheiro do que o faturamento somado das quatro maiores ligas esportivas americanas (NBA, NFL, MLB e NHL).
Não por acaso, a pesca e a navegação são consideradas os pilares da "economia outdoor" dos EUA, um setor que bateu a marca de US$ 1,3 trilhão.
A nova cara do pescador americano
Foto: Laura Stanley / Pexels.
Se no passado a pesca era associada a um perfil demográfico restrito, o relatório de 2025 prova que a água é para todos.
O esporte quebrou recordes históricos de diversidade. As mulheres hoje somam 21,1 milhões de praticantes (quase 40% do total) e já representam a maioria (41%) entre os 6,3 milhões de iniciantes que capturaram seu primeiro peixe no último ano.
Já a participação hispânica dobrou na última década, atingindo um recorde de 6,9 milhões de pescadores. Os americanos negros chegaram a um pico histórico de 5,9 milhões de adeptos, mostrando um crescimento acelerado.
Entre as modalidades, a água doce continua sendo a porta de entrada e a paixão nacional, atraindo 42,6 milhões de praticantes e respondendo por 71% de todas as pescarias. Contudo, a pesca em água salgada foi a que bateu recorde de público, chegando a 15,5 milhões de participantes, ostentando também a base mais diversa racialmente.
A cultura da pesca nos Estados Unidos é profundamente enraizada e, acima de tudo, social. Cerca de 75% dos americanos preferem pescar em grupos de duas a cinco pessoas, buscando conexão com a família e a natureza em vez de apenas capturar o peixe.
Para garantir que a marca de 1 bilhão de pescarias anuais seja ultrapassada nas próximas temporadas, o mercado foca na sua "Regra de Ouro": 86% dos pescadores adultos atuais começaram antes dos 12 anos.
Com 12,8 milhões de crianças e adolescentes pescando ativamente hoje, a renovação da frota parece garantida. A lealdade de quem já está com a vara na mão é inquestionável: 99% dos pescadores de 2025 afirmaram que, com certeza, voltarão às águas no próximo ano.
Exemplo para o Brasil?
Foto: Pexels / Paige Thompson.
Apesar dos números gigantescos nos EUA, o melhor local do planeta para se pescar e soltar é outro: O BRASIL!
Com uma biodiversidade inigualável que vai da Bacia Amazônica ao Pantanal, passando por bacias hidrográficas ricas e milhares de quilômetros de costa, nosso país já foi eleito diversas vezes como o melhor destino do mundo para a prática.
Hoje, já somos cerca de 30,2 milhões de brasileiros consumindo conteúdos de pesca esportiva. E os dados bilionários norte-americanos servem como um espelho e uma grande inspiração.
Eles provam que, quando unimos a paixão pelo esporte à conscientização ambiental e infraestrutura, a pesca esportiva se transforma em uma potência econômica capaz de gerar empregos, movimentar o turismo e financiar a conservação da própria natureza.
Fomentando cada vez mais a cultura do "pesque e solte" e engajando as nossas crianças e jovens na atividade, o Brasil tem todo o potencial para ver esse mercado se expandir a patamares inimagináveis.
A receita já está dada: preservar para pescar sempre.
O futuro da pesca esportiva mundial, sem dúvida, passa pelas nossas águas!
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