Quase 1 BILHÃO de pescarias! Novo relatório revela a força colossal da pesca esportiva nos EUA

Com 57 milhões de praticantes ativos realizando 918 milhões de saídas anuais, o esporte movimenta bilhões, bate recordes de diversidade e prova que é um dos maiores motores econômicos do país.

Por Marcelo Telles - 10/08/2026 em Notícias / Mercado - atualizado em 10/08/2026 as 11:25

Hey, let's go fishing!” (“E aí, bora pescar!”).


Pois é, essa frase foi dita quase 1 BILHÃO de vezes pelos norte-americanos no ano passado!


Isso é o que aponta o recém-lançado Relatório Especial de Pesca 2026, referente ao ano de 2025, divulgado pela American Sportfishing Association (ASA)


O dado que mais impressiona no novo levantamento é o volume estratosférico de atividade: no último ano, os americanos realizaram quase 1 bilhão de saídas para pescar, mais especificamente, 918 milhões de pescarias registradas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior.


Esse número é impulsionado por 57 milhões de pescadores ativos (a partir dos 6 anos de idade), o que representa, incrivelmente, 18% de toda a população do país. 


Na prática, isso significa que cada praticante foi para a água, em média, 16 vezes durante o ano!


O engajamento é ainda maior quando se olha para o entorno do esporte: estima-se que 74 milhões de americanos consumam conteúdos relacionados à pesca, transformando competições como o Bassmaster em febres de audiência com milhões de espectadores.



Um impacto econômico que passa por cima de gigantes

Foto: Jpellgen / Flickr.

Tanta gente na água se traduz em uma movimentação financeira que faz inveja a gigantes globais do entretenimento e da tecnologia.


Anualmente, a pesca esportiva gira incríveis US$ 230,5 bilhões e sustenta mais de 1 milhão de empregos diretos. Apenas o varejo de equipamentos e insumos responde por US$ 51,2 bilhões.


Para se ter uma dimensão desse império outdoor, a pesca esportiva americana movimenta mais dinheiro do que o valor de mercado de toda a The Walt Disney Company (avaliada em cerca de US$ 224 bilhões) e supera a receita global de vendas de iPhones da Apple em 2024 (US$ 201 bilhões).


O esporte também gira QUATRO vezes mais dinheiro do que o faturamento somado das quatro maiores ligas esportivas americanas (NBA, NFL, MLB e NHL).


Não por acaso, a pesca e a navegação são consideradas os pilares da "economia outdoor" dos EUA, um setor que bateu a marca de US$ 1,3 trilhão.



A nova cara do pescador americano

Foto: Laura Stanley / Pexels.


Se no passado a pesca era associada a um perfil demográfico restrito, o relatório de 2025 prova que a água é para todos.


O esporte quebrou recordes históricos de diversidade. As mulheres hoje somam 21,1 milhões de praticantes (quase 40% do total) e já representam a maioria (41%) entre os 6,3 milhões de iniciantes que capturaram seu primeiro peixe no último ano.


Já a participação hispânica dobrou na última década, atingindo um recorde de 6,9 milhões de pescadores. Os americanos negros chegaram a um pico histórico de 5,9 milhões de adeptos, mostrando um crescimento acelerado.


Entre as modalidades, a água doce continua sendo a porta de entrada e a paixão nacional, atraindo 42,6 milhões de praticantes e respondendo por 71% de todas as pescarias. Contudo, a pesca em água salgada foi a que bateu recorde de público, chegando a 15,5 milhões de participantes, ostentando também a base mais diversa racialmente.


A cultura da pesca nos Estados Unidos é profundamente enraizada e, acima de tudo, social. Cerca de 75% dos americanos preferem pescar em grupos de duas a cinco pessoas, buscando conexão com a família e a natureza em vez de apenas capturar o peixe.


Para garantir que a marca de 1 bilhão de pescarias anuais seja ultrapassada nas próximas temporadas, o mercado foca na sua "Regra de Ouro": 86% dos pescadores adultos atuais começaram antes dos 12 anos.


Com 12,8 milhões de crianças e adolescentes pescando ativamente hoje, a renovação da frota parece garantida. A lealdade de quem já está com a vara na mão é inquestionável: 99% dos pescadores de 2025 afirmaram que, com certeza, voltarão às águas no próximo ano.



Exemplo para o Brasil?

Foto: Pexels / Paige Thompson.


Apesar dos números gigantescos nos EUA, o melhor local do planeta para se pescar e soltar é outro: O BRASIL


Com uma biodiversidade inigualável que vai da Bacia Amazônica ao Pantanal, passando por bacias hidrográficas ricas e milhares de quilômetros de costa, nosso país já foi eleito diversas vezes como o melhor destino do mundo para a prática.


Hoje, já somos cerca de 30,2 milhões de brasileiros consumindo conteúdos de pesca esportiva. E os dados bilionários norte-americanos servem como um espelho e uma grande inspiração. 


Eles provam que, quando unimos a paixão pelo esporte à conscientização ambiental e infraestrutura, a pesca esportiva se transforma em uma potência econômica capaz de gerar empregos, movimentar o turismo e financiar a conservação da própria natureza.


Fomentando cada vez mais a cultura do "pesque e solte" e engajando as nossas crianças e jovens na atividade, o Brasil tem todo o potencial para ver esse mercado se expandir a patamares inimagináveis.


A receita já está dada: preservar para pescar sempre.


O futuro da pesca esportiva mundial, sem dúvida, passa pelas nossas águas!




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