Entre setembro e março, os corações dos pescadores esportivos batem mais forte com a temporada de pesca na Amazônia.
É a época em que apaixonados do Brasil e do mundo arrumam as malas em busca do troféu mais cobiçado de nossas águas: o poderoso tucunaré-açu. No entanto, o ano de 2026 trouxe um fantasma para as rodas de conversa e grupos de WhatsApp: a ameaça de um "Super El Niño" e a promessa de uma seca severa nos rios amazônicos.
Muitos pescadores ficaram apreensivos, com medo de que o calor extremo e o nível baixíssimo das águas pudessem arruinar a pescaria. Mas a realidade da primeira semana de abertura mostrou um cenário muito mais animador.
A resposta para o clima adverso? Adaptação!
E a prova viva de que os gigantes continuam dando espetáculo vem diretamente de quem foi conferir essa abertura de perto.
Logo nos primeiros dias da temporada, a Fish TV esteve presente na região. O CEO da Fish TV, Guilherme Motta, acompanhado de um grupo de amigos pescadores, viajou para o Rio Igapó-Açu e atestou que o receio pode ser deixado de lado.
“Estamos em um período onde se está tendo bastante receio do El Niño. Mas eu tive a oportunidade de ir nessa abertura e foi fantástico. Conseguimos pegar bastante volume de peixe, peixes de tamanho, de boa qualidade", relatou Guilherme.
Segundo ele, a natureza amazônica é dinâmica e exige leitura rápida. Em um mesmo rio, a equipe encontrou cenários completamente distintos: a cabeceira mais seca, o meio do rio no nível normal ("na caixa") e a parte mais baixa um pouco mais cheia. Essa diversidade reforça a regra de ouro desta temporada: o pescador precisa estar preparado para tudo.
A flexibilidade como chave para o troféu
Foto: Arquivo pessoal / Guilherme Motta.
Se o clima e o nível da água mudam, o comportamento do peixe também muda, e é aí que a técnica entra em ação. Guilherme conta que a pescaria de superfície, paixão de todo pescador de tucunaré, esteve muito presente. "Prioritariamente a gente estava pescando na superfície. O peixe estava subindo na hélice", destacou.
Porém, em lagos centrais e desconectados do rio principal, onde a água estava mais quente, os gigantes não subiam. Foi preciso flexibilidade. A equipe apostou em iscas de profundidade, sinkers, plugs, spinners e bullets.
O relógio também ditou as regras do jogo. Nas horas mais frescas da manhã, os tucunarés-açus estavam caçando próximos às margens, abrigados nas sombras.
Conforme o sol esquentava, os peixes buscavam o conforto térmico no meio e no fundo dos lagos, ou nas saídas de água (bocas de lago) onde há maior oxigenação. Quem soube interpretar esses sinais, capturou gigantes
“Ruim é não pescar”
Foto: Arquivo pessoal / Guilherme Motta.
O recado para os pescadores que ainda vão fazer as malas, mas estão hesitando por conta das notícias climáticas, é direto e inspirador. Quando questionado se ainda vale a pena manter a viagem mesmo com as previsões do El Niño, o CEO da Fish TV cravou:
"Não existe pescaria ruim, ruim é não pescar. Ainda mais indo para o meio da Amazônia. O pescador que tem condições e tempo, tem que estar toda temporada na Amazônia, pegando a condição que for. É um lugar maravilhoso, com um patrimônio cultural gigantesco e o encontro com a natureza não tem nada igual."
A mensagem que fica desta abertura de temporada é clara: os peixes grandes estão lá e continuam saindo aos montes.
A Amazônia sempre vai exigir respeito e resiliência, mas para aquele pescador que acorda cedo, ouve o seu guia e ajusta suas iscas, a recompensa é certa.
A melhor época do ano começou e os gigantes estão apenas aguardando o arremesso do pescador esportivo!
Foto de capa: Arquivo pessoal / Guilherme Motta.
para comentar

