7 coisas que você pode fazer para preservar o meio ambiente

Suas ações na hora de conservar a natureza podem ir além do pesque e solte

Por Ester Quaresma - 05/06/2019 em Notícias / Fish TV

O pescador esportivo pode ir muito além do pescar e soltar. Durante suas pescarias ou até mesmo no dia a dia, há muitas atividades que merecem sua atenção. Separamos uma lista de ações que você pode começar a fazer ainda hoje:

1. Pare de cortar a grama

Mas não pra sempre, né? Não estamos te dando uma desculpa para nunca mais cortar o gramado, mas você pode pular essa tarefa algumas vezes.

Segundo uma pesquisa feita por Susannah Lerman, ecologista do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA, cortar a grama com menos frequência pode ajudar as abelhas a tirarem o máximo proveito de um gramado. Quintais cortados a cada duas semanas normalmente atraem mais abelhas do que as cortadas semanalmente. 

Isso porque os gramados com mais ervas daninhas, como dentes-de-leão e trevo, oferecem pólen e néctar para as abelhas em áreas urbanas, onde pode ser difícil encontrar um habitat de primeira qualidade para os animais.

Conforme a pesquisa, gramas que são cortadas semanalmente ou a cada três semanas já não são tão amigáveis para as abelhas. Por isso preste atenção ao tempo, estamos te dando a dica do “cortador de grama preguiçoso”, mas não passe do período estabelecido.

2. Pratique a Carona Solidária


Diversas pesquisas apontam que, no Brasil, os carros normalmente andam apenas com o motorista. Isso faz com que aumente a poluição e a quantidade de carros na rua.

Ao optar pela carona solidária, você está contribuindo para diminuição de poluentes emitidos no ar. Segundo o Instituto Le BIPE (2018), Caronas evitam 1,6 milhão de toneladas de C02 na atmosfera todo ano.

Então na hora de programar sua próxima pescaria, organize com seus parceiros a ida e a volta no menor número de carros possível. Essa ação vale também para o trabalho e seus passeios que não envolvam o pesque e solte!

Você pode ajudar a diminuir as emissões de carbono de outras formas: caminhando, andando de bicicleta, utilizando transporte público, a dica é deixar seu carro em casa algumas vezes. Isso traz impactos bastante positivos para o meio ambiente.

3. Respeite os períodos de proibição da pesca

Como a maioria dos pescadores sabe, a pesca é proibida durante o período da Piracema. Mas você sabe por quê?

A pesca nessa temporada é vetada, pois se os peixes não conseguirem se reproduzir, podem acabar extintos, gerando um risco para o equilíbrio ambiental da região. Além disso, se não houver esse período de proibição, você não terá mais espécies para pescar.

Conforme alguns biólogos, a chance de sobrevivência de peixes recém-nascidos é maior na cabeceira de um rio, por isso, ao proibir a pescaria, eles conseguem se desenvolver melhor.

Além disso, durante a Piracema, os peixes sobem o rio todos juntos, em cardume. Fazendo com que a captura seja muito mais fácil nessa época do ano.

4. Pare de usar canudos de plástico

Você sabia que leva cerca de 450 anos para os canudos serem decompostos? E segundo a ONU estima-se que, até 2025, existirá mais plástico do que peixes nos oceanos!

Além disso, conforme dados da ONG Meu Rio, 90% dos animais já engoliram algum tipo de plástico. E o canudo é o 7º item mais coletado nos oceanos do mundo inteiro. (ONG Ocean Conservancy, sediada nos Estados Unidos)

Por isso, pare hoje mesmo de usar canudos! Eles são praticamente impossíveis de reciclar, considerando tamanho e forma, e acabam invadindo nossas águas. Se você continuar usando um canudo diariamente, conforme o Jornal o Dia, em 10 anos terá gerado 3.650 itens em aterros sanitários.

E para nós, pescadores, isso poder ser ainda pior, pois ao utilizar o material perto dos rios, lagos e mares, o canudo pode ir diretamente para o habitat dos peixes. Então na próxima vez que for ao um restaurante ou em uma pescaria, opte pelo copo (de vidro)!

5. Nunca solte espécies não nativas nas águas, mesmo quando estiver bem intencionado

Seja de forma acidental ou deliberada, a inserção de espécies não nativas nas águas é uma das grandes mudanças globais provocada pelo ser humano nos últimos tempos.

Segundo Lawrence Ikeda, pescador e biólogo, a introdução desses seres vivos em ambientes não nativos pode acarretar em diversos riscos ambientais ou socioeconômicos, como: competição com predadores nativos; perda e deterioração dos recursos naturais aquáticos; alterações populacionais dos invertebrados e peixes de pequeno porte. Além disso, a preservação de uma espécie exótica acelera o declínio da biodiversidade nativa e do capital natural.

Esse ato também configura crime ambiental: Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais); Decreto 3179/99 - Art. 31. Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente; Pena – detenção, de três meses a um ano e multa.

Ou seja, mesmo estando bem intencionado, o melhor para todos os recursos naturais é não introduzir espécies não nativas em nenhum curso de água, no caso de dúvidas, procurar a orientação de um especialista.

6. Cuide bem dos cursos de água

Não jogue lixo ou modifique cursos d’água e banhados, eles são protegidos por lei.

Fazer mudanças em algum curso de rio pode causar danos ambientais graves. Em alguns casos pode haver impactos no solo e na fauna aquática, desmatamento nas áreas ou alteração da cobertura vegetal nativa.

Ao, por conta própria, abrir canais ou construir diques para barrar cursos de água, você pode causar alagamentos e inundações. E é por isso que existe uma lei que regulamenta essas ações.

Além disso, existe o Direito das Águas previsto na Constituição Federal de 1988. Ele evoluiu com o tempo e com as necessidades da sociedade, mas hoje é previsto em lei que toda a coletividade, além do poder público, têm a obrigação de cuidar das águas pro bem das gerações atuais e futuras. E o não cumprimento da Lei também tem punição prevista.

7.  Não produza uma nova ilha de lixo


Não jogue materiais não degradáveis na água! Atualmente já temos uma ilha de plástico no Pacífico, com 80 mil toneladas de lixo plástico em uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados.

Conforme estudo publicado no periódico científico Scientific Reports, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, como ficou conhecida, conta com uma área cerca de duas vezes maior que estado de São Paulo.

De acordo relatório divulgado pelo departamento de ciência do governo do Reino Unido, existem 5,25 trilhões de pedaços de plástico com tamanho médio de cinco milímetros no oceano. É por isso que cada pedaço de lixo faz a diferença!

Desde um anzol perdido na água até um pedaço de linha que sobrou na hora de dar o nó, sempre que possível guarde o seu lixo até o final da pescaria.

Aqui na Fish TV, nosso pensamento é: “Pesca esportiva é preservar sempre”. E juntos nós podemos ainda mais! Por isso, com pequenas ações do dia a dia, mas que fazem toda a diferença, estamos sempre reduzindo a quantidade de resíduos produzidos. 

Bom, e sobre respeitar os períodos de pesca, não precisamos nem falar que aqui é lei, né? Nossas pescarias são sempre pensando no melhor para o peixe! 

E você, já parou para pensar no impacto que suas ações tem no meio ambiente?

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