Os impactos do coronavírus nas competições do Brasil

Em entrevista, organizações relataram como têm continuado seus trabalhos

Por Alison Mota - 03/06/2020 em Notícias / Competições - atualizado em 04/06/2020 as 09:31

Que o novo coronavírus causou diferentes impactos é sabido e, como uma das principais formas de reduzir o número de contágios foi realizando a quarentena, em que as pessoas se isolaram em casa, Isso trouxe mudanças para aqueles que estão à frente dos eventos de pesca esportiva realizados nacionalmente.

O Tucuna Free, conhecido torneio da região Sudeste, havia feito parceria com a gestão municipal de Sud Mennucci para que, além da disputa, fosse realizada a festa do peixe, algo que precisou ser adiado, já que estava agendado para o mês de março. “O planejamento estava todo montado, as atrações musicais já haviam sido contratadas e o evento aconteceria no dia 23 de março. No dia 15 do mesmo mês recebemos o aviso de que eventos com aglomerações precisavam ser cancelados. Como Sud Mennucci é uma cidade pequena, as hospedagens estavam todas reservadas e foi preciso adiar, isso nos fez sentir muito forte o primeiro impacto”, destaca Luis Claudio Rodrigues, organizador da competição. 

Ele também reforça a necessidade da readequação de datas, projetando que a recuperação será gradativa, mas sempre haverá torneios. “O competidor não consegue ficar sem participar de um torneio de pesca esportiva, e isso se prova com aqueles que temos mais contato, relatando que, assim que tudo se estabilizar e os eventos forem liberados, voltarão a competir”, destaca.


Assim que houve o alerta das autoridades sobre o novo coronavírus, a Associação de Pesca de Três Lagoas (APTL) rapidamente planejou uma nova data para seu torneio, como conta Kenzo Sigaki, presidente da associação. “Achamos adequado adiar o evento, optando por final de outubro para a realização da competição. Essa data é a mais distante que encontramos e é antes do período de chuvas e por conta da piracema. Ainda assim, nós combinamos que, no mês de agosto, vamos fazer uma reavaliação para saber se ainda é válido realizar o torneio, pois estamos atentos aos dados sobre a pandemia”, conta. 

Kenzo também acredita na recuperação e evolução das competições nacionais. “Ainda que o período não seja ideal, acredito que o Brasil pode crescer muito como palco de competições de pesca esportiva. Ainda que nos falte apoio governamental e melhores organizações, o país tem suas particularidades, como quantidades de rios, regiões e peixes esportivos, o que nos dá condições de avançar muito nos torneios de pesca esportiva”, projeta.

Em Cáceres, no Mato Grosso, o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe) também precisou ser alterado. “Os impactos foram causados diretamente no turismo de pesca do município e Estado, pois o FIPe é o maior evento esportivo e cultural do Mato Grosso, além de ser uma das maiores vitrines da pesca esportiva do país. Neste setor, foram atingidas principalmente a geração de emprego e renda e a economia local”, descreve Junior Trindade, secretário de Turismo e Cultura de Cáceres. 

Ele também relatou como foi a decisão de mudar o evento para o próximo ano. “Inicialmente, suspendemos o evento, pensando numa data posterior. Entretanto, com a pandemia em crescimento no país, cancelamos o Festival de Pesca neste ano, deixando os encaminhamentos para a edição de 2021. Neste momento de dificuldade que o mundo todo está vivenciando, devemos pensar em primeiro lugar na saúde do nosso povo, seguindo com todo rigor as orientações das autoridades mundiais de saúde”.

O momento ainda não nos dá certeza quanto a retomada integral das competições de pesca esportiva, mas, tomando todos os cuidados necessários, aos poucos estaremos de volta aos rios e lagos do Brasil. Nesse sentido, o secretário Junior deixou uma mensagem positiva: “Aos pescadores que amam e praticam a pesca esportiva, deixamos aqui uma palavra de otimismo, acreditando que iremos superar esse momento difícil que atravessam todos os segmentos da sociedade.”

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