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Produtores de peixes estudam manejo sustentável

Alternativas de sustentabilidade da cadeia foram pensadas durante dois eventos que reuniu produtores de Goiânia e Cuiabá

Por FishTV - 18/04/2017 em Notícias / Aquicultura

No Centro-Oeste do país, Mato Grosso é responsável por quase 11,5% da produção brasileira de peixes, produzindo mais de 70 mil toneladas por ano. Já em Goiás, concentra-se 4,9% da criação nacional, equivalente a quase 30 mil toneladas por ano. A atividade ganhou espaço na região por conta da grande disponibilidade de grãos com preços competitivos para a fabricação de ração, além do clima de temperaturas elevadas, que beneficia a produção o ano todo. Para manter a rentabilidade dos negócios, o desafio está relacionado, principalmente, à sustentabilidade da cadeia e ao equilíbrio do manejo nutricional e de ambiência.

Alternativas de manejo sustentável foram apresentadas aos produtores de Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) durante dois eventos. O principal objetivo foi levar ao público informações sobre ações preventivas para redução de desperdícios nas propriedades. "Mostramos a importância de um controle da qualidade da água adequado e os resultados de um planejamento da produção que otimize o uso dos recursos. Além disso, falamos sobre a adoção de um manejo sanitário preventivo com foco no uso de aditivos nutricionais que possam melhorar a resistência dos animais, reduzindo as mortalidades diárias nos cultivos", ressalta Fernando Kubitza, professor e doutor em Aquicultura pela Auburn University, dos Estados Unidos.

Na avaliação da gestora do projeto de piscicultura do Sebrae Mato Grosso, Valeria Pires, o encontro foi essencial para fomentar o desenvolvimento local do setor. "Muitos produtores não têm acesso à informação e, por meio dessas parcerias, temos conseguido aproximar o produtor do conhecimento para que ele possa expandir o negócio". A opinião é compartilhada pelo gestor do projeto no Sebrae Goiás, Adriano Teixeira, que destaca ainda que os piscicultores precisam focar cada vez mais em uma produção eficiente. "Hoje, com a alta do custo de ração, se o empreendedor não buscar produzir mais com menos terá o mercado reduzido. Então para ter lucratividade e para a cadeia funcionar é preciso se informar".

Para a gerente de Aquicultura de uma empresa referência em nutrição e saúde animal - uma das organizadoras dos eventos -, o principal ganho é a comunicação entre todos os elos da cadeia. "Nos dois estados, os treinamentos tiveram o ganho de promover uma aproximação com a cadeia. E, em relação ao conteúdo, o principal destaque foi mostrar como a nutrição pode interferir na qualidade do produto final". 

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