Betinho ensina: uma nova forma de atar o arari

Aprenda a confeccionar o peixinho que faz sucesso com o embaixador da pesca esportiva

Por Betinho Oliveira - 03/09/2019 em Notícias / Fish TV

O arari é um peixinho nativo da Amazônia que normalmente nada em águas rasas, próximo à margem dos rios. Costumamos vê-lo nadando na superfície, nas paradas para o almoço, momento em que ele se aproxima para desfrutar de restos de alimentos.

É comum assistirmos grandes ataques do tucunaré a este pequenino, pois ele é uma iguaria para esse exemplar. O embaixador da pesca vai buscá-lo em áreas com 10 cm de água.

Sempre reproduzimos as iscas (streamers), imitando peixinhos forrageiros para pescar o tucunaré. E o arari constantemente é lembrado quando fazemos as iscas brancas.

Recentemente o pescador Fernando Pessoa mostrou-me uma versão bem interessante, feita pelo Enrico Puglisi para promover suas fibras sintéticas. O conceito que mais atraiu minha atenção foi a forma de construir o prolongamento da cauda. 

Até então, os atadores que conheço, também me incluo, desconheciam a técnica de prender o rabo na mesma fibra utilizada para atar a isca. Os nossos prolongamentos sempre incluíam um pedaço de nylon.


Material


Anzol: Maruri 3/0 a 5/0 (curto e resistente).

Rabo: Fibra BG  ou similar na cor vermelho e linha 0,25 mm de monofilamento.

Prolongamento: Fibra BG branco.

Brilho: Lite brite (musgo e dourado com prata).

Cabeça: Fibra BG branco.

Corpo: cabelo e fibra BG na cor branca.

Olho: 3D (6 a 7 mm) verde ou dourado.

Pintura: pincel com tinta permanente (preto).

Passo a passo:

1. Montagem da cauda:


a. Separe um tufo da fibra BG vermelha e amarre pelo meio com uma linha de monofilamento 0.25 mm e também alguns fios de fibra BG branca.

b. Segure o tufo de BG vermelho, utilizando os fios do monofilamento como apoio. Coloque uma das pontas do BG branco sobre o conjunto, segure a ponta da linha de atar e dê algumas voltas para prender tudo. Passe cola.

c. Apare a sobra do fio de monofilamento e o comprimento do rabo – 2,5 cm. Faça um corte em “V” para dar realismo.


2.  Prenda na curva do anzol a outra ponta da fibra BG, deixando com 10,5 cm de comprimento.


3. Desalinhe as pontas e amarre pela metade um pequeno tufo de cabelo sintético branco, dobre e repita a amarração.


Atenção: Repita a operação amarrando da mesma forma um tufo de cada lado. Coloque alguns fios do lite brite musgo.

Comentário: o efeito sutil dado pelo lite brite será de escamas.

4. Repita por mais duas vezes o passo anterior para aumentar o volume da isca. Coloque o lite brite dourado com prata para fazer um dorso brilhante.


5. Montagem da cabeça:

Corte tufos da Fibra BG com 3 ou 4 cm e os amarre utilizando o mesmo processo do passo 3, quantas vezes você achar necessário para dar volume na cabeça.


6. Apare e coloque os olhos. Aproveite e pinte um detalhe de uma pequena guelra preta, logo após os olhos.


Apesar de leve, essa isca deve ser utilizada num equipamento nº 9 ou maior, se a sua intenção for pescar os grandes tucunarés da Amazônia. Pode ser trabalhada lentamente ou de forma mais rápida, conforme o comportamento do arari naquele dia. A boa observação será muito importante nessa hora.


Lembre-se, a isca parecida com a comida do peixe não significa 100% de sucesso, mas sim a habilidade do pescador em trabalhar a isca. O pescador com moscas tem a função de um diretor de cena: dar vida ao personagem.

Todos os materiais para confeccionar esse atado estão disponíveis na minha loja, Betinho Fishing & Adventures. Se houver qualquer dúvida, pode entrar em contato comigo pelo e-mail betinhoflyeco@uol.com.br ou telefone 11 3819-8424 e ver mais dicas minhas no site www.betinhofly.com.br. Boas pescarias!


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